Atividades Apostólicas
Presenças Missionárias - Brasil


 

          Desde a cidade de Santa Vitória do Palmar, o extremo sul do Brasil, no umbral do vizinho país  do Uruguai, as missionárias para os migrantes caminham pelos campos e fazendas aonde peões lutam por seus direitos nas grandes lavouras de  arroz e agropecuária e na área da educação junto às crianças e adolescentes.

           No litoral sul, na cidade de Rio Gande  uma equipe de missionárias atendem uma das regiões mais pobres da cidades, desenvolvendo diferentes projetos sociais com crianças, mulheres, lideranças na organização de comunidades e orientação na higiene e saúde pessoal e  a domicílio e no monitoramento de crianças desnutridas.

           Na capitlal gaúcha muitas são as ações junto aos migrantes mais necessitados na área metropolitana e cidades vizinhas como Alvorada, Viamão, Campo Bom através de projetos de saúde comunitária e assistência minimizando as carências. da marginalização da cidade grande e atraente.

         No litoral norte  as ações em Torres e Capão se ampliam nos projetos sociais direcionados às populações carentes de origem migratória que durante o verão se estabilizam e com a mudança da estação ficam a mercê do tempo e  à espera da próxima temporada que lhe garanta a sustentabilidade.

         Na serra gaúcha, na cidade de Caxias do Sul e Farroupilha, grandes polos de atração de trabalhadores para a mão de obra na indústria metalúrgica, do calçado e da malha,  populações do estado do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Em sua maior escala buscam formas de fixar sua residência nos cinturões, construindo a moradia com precariedade ou de favor. A presença das irmãs junto a eles se estende com uma gama de projetos ligados ao Centro de  Atendimentlo ao Migrante e ao Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz, zelando especialmente com as crianças e adolescentes e mulheres, criando espaços  de promoção humana, ou ainda articulando com instituições afins ou em rede civis e religiosas, serviços específicos de acompanhamento conforme às necessidades de cada bairro ou comunidade, priorizando ações voltadas à promoção humana.

         O olhar sempre atento aos migrantes mais necessitados se personaliza junto aos milhares de peregrinos que diariamente acorrem ao Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, Farroupilha. A missão das irmãs na acolhida se estende na escuta e encaminhamento de ordem espiritual.

         No município de Paraí, a presença das irmãs se estende junto à comunidade nas diferentes ações de ordem material, apoio às demais pastorais, formação de lideranças de forma especial junto às comunidades do interior cuja atividade da população se caracteriza com a agricultura, avicultura, suinocultua e produção leiteira e extração de pedras de basalto.

         Na Capital Federal a presença das irmãs se caracteriza  junto aos migrantes e refugiados na ação concreta de coordenação, assessoramento a indocumentados, treinamento de lideranças e conscientização dos direitos de cidadania dos estrageiros ou não. Há uma estreita colaboração com os organismos eclesiais, arquidiocese e conferência dos bispos do Brasil,  e governamentais como o alto comisionado para os refugiados e  em outras instâncias a favor dos migrantes e refugiados nas necessidades mais veementes.

         Na terra do sol, chegando ao nordeste do Brasil, Teresina, capital do Piaui desde 1992  atende a população carente, especialmente migrantes na coordenação arquidiocesana da Pastoral Migratória e em três grandes programas: assistência à família, enfrentamento  à pobreza e defesa de direitos e promoção da cidadania distribuidos em vários projetos de mobilização e desenvolvimento comunitário, atendimento ao migrante na rodoviária, pensões, casas de estudantes e caminhoneiros com o objetivo de sensibilizar e mobilizar a sociedade organizada e poder público para o enfrentamento da realidade da migração e exploração do trabalho nos aspectos da prevenção e das políticas públicas e atuar na assistência e organização das famílias e trabalhadores migrantes, em situação de risco e vulnerabilidade social e religiosa.

         Em Fortaleza, capital do Ceará, desde 1995, as missionárias scalabrinianas abraçam  o povo nordestino com a  ação evangelizadora de caminhar no chão da mobilidde em duas frentes: o trabalho comunitário  que enfatiza a inserção nas comunidades, favorecendo a participação dos migrantes, no resgate do patrimônio cultural, artístico e religioso e fomentar o surgimento de organizações comunitárias. A segunda frente se refere à sensibilização e mobilização da sociedade com as forças vivas da sociedade em favor dos direitos sociais na cooordenação arquidiocesana da Pastoral Migratória.  Os beneficiários se direcionam às famílias de migrantes em situação de vulnerabilidade e risco social em especial mulheres, crianças, adolescentes e jovens em condição também de refugiados. A assistência às famílias migrantes e refugiados se especifica na acolhida, orientação e apoio voltados a autoestima e autoconfiança e fortalecimento de vínculos sociais bem como na capacitação de oportunidades de inserção produtiva e geração de renda ampliada.