Ana Cássia da Fonseca / Foto: Arquivo Pessoal

O início das atividades do Hospital Santa Ana, em 2018, representou um grande desafio para diversos profissionais. Para Ana Cássia da Fonseca, 30 anos, responsável pela supervisão técnica da Radiologia, não foi diferente. “Foi desafiador, pois começamos do zero, tendo que formar a equipe, solicitar equipamentos, estruturar a área. Mas também foi muito bom, pois tivemos a oportunidade de planejar tudo desde o início”, relata com entusiasmo a tecnóloga em Radiologia.

A superação faz parte de sua vida desde a infância. Aos 10 anos, enquanto participava de um campeonato de futsal, trombou com outra menina e caiu no chão. Na queda, ao proteger o rosto, acabou fraturando o cotovelo direito. Passou três meses com o braço imobilizado, devido ao gesso. Nos dois anos seguintes encarou constantes sessões de fisioterapia que ajudaram na extensão dos movimentos, mas não houve evolução na flexão do cotovelo. Foi cogitado um procedimento cirúrgico, mas como estava em fase de crescimento, poderia haver o comprometimento de outras funções motoras. Então, a família decidiu não fazer a cirurgia, pois Ana conseguia desempenhar as funções, mesmo com a limitação.

Ana Cassia cresceu, formou-se e seguiu sua vida profissional. “Sempre fui contratada normalmente. Não me candidatei às vagas por ser PCD. Esse enquadramento ocorreu ao natural, quando das entrevistas e exames médicos”, afirma. Atualmente, ela lidera uma equipe de 17 pessoas. Antes, trabalhou no setor de raios X e Tomografia do Pronto Socorro de Canoas, entre os anos de 2010 e 2016. “Estou muito satisfeita pela oportunidade aberta pela AESC”, declara.

Para quem duvida de alguma forma da capacidade e do talento de pessoas com algum tipo de deficiência, ela tem uma mensagem: “não consigo mudar minha limitação. Porém, se eu fizer meu trabalho com toda dedicação, amor e empenho, talvez eu seja capaz de mudar a visão que muitas pessoas têm sobre limitações”.

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