Herta Luciene / Foto: Comunicação AESC

Atuar em uma neurocirurgia de grande porte requer conhecimentos específicos que elevam o patamar de técnicos de enfermagem. A Herta Luciene, que trabalha como instrumentadora cirúrgica, conhece bem esta complexidade. Há 22 anos ela atua na área, sendo oito anos no Mãe de Deus. Natural de Cachoeira do Sul, desde o início da sua carreira direcionou seus estudos para esta especialidade. “Tudo o que aprendi até hoje foi na prática. Na minha primeira semana de Mãe de Deus, participei de uma cirurgia com Dr. Luiz Carlos de Alencastro. Foi um grande desafio, que venci e senti que queria seguir sendo desafiada. Para atuar em cirurgias de grande porte é preciso ter boa vontade, destreza, paciência e muito interesse”, detalha Herta.

Para quem está começando agora, ela garante que os benefícios em trabalhar com cirurgias de grande porte são muitos: “trabalhamos com médicos que são conhecidos no mundo inteiro, aprendemos com eles e isso é fundamental para o currícculo aconselha, lembrando que se atualizar nos estudos é uma das coisas mais importantes, pois as técnicas e os materiais mudam constantemente.

“Para mim, o conhecimento é a principal riqueza que posso ter, porque ninguém vai me tirar”

Herta Luciene, instrumentadora cirúrgica no Hospital Mãe de Deus

Todo esforço compensa

Com o olhar orgulhoso, Herta descreve a emoção de quando uma cirurgia bem-sucedida chega ao fim: “o sentimento de ver que tu contribuiu para salvar uma vida é indescritível. Quando o paciente, que há pouco tempo estava com a cabeça aberta, acorda e começa a se mexer e percebe que que está tudo bem e que agora ele tem uma nova oportunidade de seguir a vida, acompanhar este momento não tem preço. Acabamos ressignificando nossas próprias vidas”, reflete.

Depois de tantos anos atuando em neurocirurgia, Herta se considera apaixonada pela especialidade: “A neurocirurgia é linda, é incrível ver o cérebro se mexer, é uma cirurgia limpa, cada movimento, cada pinça, cada material, é tudo muito minucioso. Muita gente diz que é difícil, mas tudo é uma questão de aprendizagem. Depois que a gente aprende, é impossível não se apaixonar pela técnica”, finaliza.

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