O Dia Internacional da Mulher é uma data celebrada desde o início do século XX. Ao longo dos anos, a data trouxe ao debate questões de igualdade e equidade de gênero que se transformaram em conquistas.
Março é o mês para lembrar as lutas e conquistas das mulheres. Toda conquista merece ser celebrada e, por isso, convidamos colegas da AESC e do Hospital Mãe de Deus para compartilharem conquistas que consideram especiais. São histórias de mulheres extraordinárias que, no dia a dia, constroem trajetórias de coragem, dedicação e superação.
Confira as conquistas:
Berenice Rodrigues
Próximo projeto profissional: o descanso merecido.
Berenice Rodrigues atua como técnica de enfermagem no Hospital Mãe de Deus há 27 anos. Após mais de 35 anos de dedicação em equipes assistenciais de Emergência, ela atingiu aquele patamar profissional em que pode escolher quando se aposentar.
Berenice entrou para a enfermagem sem intenção, quando viu uma oportunidade de estudo. Logo após finalizar o curso de técnico de enfermagem, foi contratada e, desde então, não parou mais.
O projeto de aposentadoria é desejado após tantos anos de dedicação, mas ainda está em planejamento. Berenice sabe que precisa estar bem emocionalmente e ter uma atividade que traga propósito para aproveitar o descanso com a merecida tranquilidade. Porque depois de três décadas cuidando de outros, chegou a hora de cuidar de si.
Cátia Favreto
Tornar visível quem a sociedade não vê
Formada em Enfermagem, Cátia sempre teve o desejo de trabalhar diretamente no atendimento à população em situação de vulnerabilidade social. Atualmente ocupa o cargo de Coordenadora do CAPS AD III Sul-Centro Sul.
Há 14 anos na AESC, Cátia iniciou na instituição como enfermeira no CAPS AD III Noroeste/Humaitá/Navegantes/Ilhas. Em 2023, assumiu a coordenação do CAPS AD IV Céu Aberto: o primeiro CAPS na modalidade 24 horas e de portas abertas, com leitos destinados ao atendimento de crises e ao acolhimento noturno.
Para Cátia, pessoas em vulnerabilidade social muitas vezes são invisíveis à sociedade. Torná-las visíveis e devolver-lhes o sentimento de cidadania não é apenas um valor, é o motor de sua trajetória profissional.
Denise Romanatto Becker
A alegria de ser avó
Denise Romanatto Becker trabalha na AESC há 12 anos, todos como colaboradora do Hospital Santa Luzia. Atualmente ocupa o cargo de Auxiliar Administrativo, mas já transitou por diversas áreas.
Com uma trajetória profissional estabelecida e filhos adultos bem encaminhados, a vida surpreendeu Denise com uma recente conquista: ser avó!
Sua filha mais nova, Luísa, há muito tempo desejava ser mãe. Já casada e bem estabelecida profissionalmente, ela enfim decidiu realizar esse sonho. Por questões de saúde, optou pelo método de fertilização in vitro (FIV), um método que gera muitas incertezas e pode não gerar resultado algum nas tentativas realizadas.
Foi apenas na terceira tentativa que a grande notícia se confirmou: Luísa estava grávida, e Denise seria avó! Amanda nasceu em agosto do ano passado, uma filha e neta muito desejada. Para Denise, a chegada de Amanda mostrou que a vida sempre guarda novas alegrias, mesmo quando achamos que já conquistamos tudo.
Inajara Ribeiro da Costa
A trajetória profissional em constante movimento
Inajara da Costa é formada em Enfermagem e ocupa atualmente o cargo de Supervisora do Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI). Em quase seis anos de atuação no Mãe de Deus, sua trajetória foi marcada por movimento, assumindo diferentes frentes assistenciais, como Hemodinâmica e Endoscopia.
Sua atuação anterior foi focada na área da Pediatria, um universo completamente diferente das áreas técnicas e diagnósticas que passou a coordenar. Por isso, considera sua trajetória de desafios e movimentos percorrida no Mãe de Deus uma conquista muito especial, se reinventar profissionalmente é possível quando há coragem para abraçar o novo.
Karina do Vale Takeuchi
Referência de força feminina para as filhas
Mãe de duas meninas, Karina é formada em Serviço Social e atua como Assistente Social no Centro de Acolhimento ao Migrante (CAM), em Caxias do Sul.
Tornou-se mãe solo quando suas meninas ainda eram pequenas, ao separar-se do então marido. Karina se viu sozinha, sendo a única responsável pelo sustento da família. Ao trilhar esse caminho sozinha, assumiu também o papel de única referência para as filhas: responsabilidade que cumpriu com muito amor e que considera sua conquista mais especial.
A relação de mãe e filhas, que já é um forte laço, tornou-se ainda mais forte com a base de amor e referência que Karina representou. Hoje, ambas adultas, a relação se mantém estreita, tão estreita que Karina mudou-se de Belém, no Pará, para Caxias do Sul por conta da mudança de uma das filhas.
Ver suas filhas adultas, formadas e realizando suas próprias conquistas é a confirmação de que aquela mãe solo fez muito mais do que sustentar uma família, construiu uma base sólida de amor e força.
Patrícia Domingues
A maternidade (é tetra!)
Patrícia Domingues é fonoaudióloga, atua na AESC há mais de quatro anos e recentemente assumiu o cargo de Coordenadora do Centro de Reabilitação Auditiva e Intelectual (CER II) do Hospital Santa Ana (HSANA).
Já atuando como fonoaudióloga, Patrícia decidiu realizar um antigo desejo: ser mãe. Optou pela maternidade por meio da fertilização in vitro (FIV), método que gera embriões a partir da fertilização de óvulos fora do corpo da mulher. O método traz incertezas, pois pode ocorrer de nenhum embrião se desenvolver quando introduzido no útero.
A confirmação da gravidez veio a conta-gotas: a cada ecografia surgia mais um bebê. No primeiro exame foram confirmados gêmeos; no segundo, trigêmeos; por fim, na terceira ecografia, a confirmação final: os quatro embriões introduzidos no útero de Patrícia se formaram e ela seria mãe de quadrigêmeos.
A maternidade é sempre um desafio, mas quadrigêmeos era algo inimaginável até para Patrícia. Para equilibrar a maternidade e a carreira, contou com redes de apoio essenciais: família, amigos e colegas de trabalho.
Hoje, os guris de Patrícia, Arthur, Felipe, Gabriel e Guilherme, estão com 17 anos. Cada um com personalidade própria e desejos diferentes. Para ela, ver quatro vidas únicas se desenvolverem é a prova de que o impossível pode se tornar a conquista mais especial.
Paula Tabbal
Noites de sono e uma redescoberta.
A maternidade chegou de forma avassaladora na vida de Paula: depois dos 40 anos, três filhos em cinco anos. E como equilibrar tudo isso?
Dra. Paula Tabbal, que atua como médica hematologista no Centro Integrado de Oncologia (CIO) do Mãe de Deus, está aos poucos se redescobrindo depois de um período de profundas adaptações.
A mãe de Mia, Nina e Luca está conseguindo colocar em prática o delicado equilíbrio entre maternidade, vida profissional e saúde própria, física e mental. Praticar exercícios físicos de forma constante, estar atenta a sua saúde mental, atender seus pacientes com tranquilidade e voltar a frequentar congressos relevantes da área são conquistas recentes que essa retomada de equilíbrio trouxe à sua vida.
Para uma mãe de três pequenos, por vezes uma boa noite de sono já é uma grande conquista. E Paula está aprendendo a celebrar cada uma delas.
Sara Prestes Rodrigues da Costa
Sobrevivi!
Em outubro de 2024, Sara foi atravessada por uma notícia: a confirmação de câncer de mama. Uma notícia dessas desestrutura todos os contextos em que estamos inseridos, família, relacionamentos, trabalho e, claro, mexe profundamente com o emocional.
Sara, Assistente de Atendimento de Setor de Check Out ainda está nessa jornada: o tratamento continua. Após o diagnóstico, passou por cirurgia e quimioterapia. Precisou ficar afastada por cinco meses do trabalho. A vida não foi mais a mesma, porém Sara não trilha mais esse caminho sozinha: está sempre acompanhada, sendo acolhida com palavras de amor e fé por várias redes de apoio.
Às vezes a conquista é sobreviver. E Sara conquistou, um dia de cada vez.


