1887
1889
1895
1904
1915
1917
1936
1953
1962
1973
1979
1984
1988
1994
1996
1997
2002
2003
2007
2009
2017
2018
2019
2020
2021
2022

1887

O Bispo da Diocese de Piacenza, na Itália, João Batista Scalabrini, funda a Congregação dos Missionários de São Carlos.

1889

Instituída a associação laical São Rafael, para assistência aos Migrantes.

1895

João Batista Scalabrini, ao lado do Padre José Marchetti e da Madre Assunta Marchetti, funda a Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas.

 

1904

Na única vinda ao Brasil, Scalabrini inclui o RS em seus compromissos. Conhece Porto Alegre, Encantado, Garibaldi, Bento Gonçalves, Nova Bassano, Veranópolis e Caxias do Sul.

1915

Irmãs Scalabrinianas chegam ao RS para iniciar trabalhos com imigrantes italianos em escolas e hospitais.

1917

Têm início as atividades do Colégio Nossa Sra. de Lourdes, em Farroupilha (RS), à época Nova Vicenza.

1936

Abertura do Colégio São Carlos, em Caxias do Sul, RS

1953

Abertura do Colégio São Carlos, em Santa Vitória do Palmar, RS

1962

Criada, em Caxias do Sul, a Sociedade Educadora Beneficente do Sul (SEBS), instituição jurídica da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas no RS.

1973

Fundação do Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz, em Caxias do Sul (RS) – Funcionamento até 31/12/2018.

 

1979

Abertura do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, RS

1984

Criação do Centro de Atendimento ao Migrante, em Caxias do Sul, RS

Em 4 de junho de 1984, considerando um elevado número de pessoas que, de outras cidades e do campo se dirigiam a Caxias do Sul, buscando oportunidade de emprego, de trabalho, de estudo e melhores condições de vida, foi criado o Centro de Atendimento ao Migrante – CAM, para atender e desenvolver atividades, de acordo com as necessidades dessa população.

1988

Fundação do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios, em Brasília, DF

1994

Alteração estatutária e instituição de novos órgãos de administração

1996

Incorporação do Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, RS

 

1997

Incorporação do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, RS

2002

Abertura do Mãe de Deus – Unidade Carlos Gomes, em Porto Alegre/RS (à época Hospital Giovanni Battista).

2003

Alteração de denominação de Sociedade Educadora e Beneficente do Sul (SEBS) para Associação Educadora São Carlos (AESC)

2007

Centro de Oncologia Radioterápica (atualmente Unidade de Radioterapia do Mãe de Deus – Centro Integrado de Oncologia), é incorporado ao Hospital, em Porto Alegre/RS.

2009

Têm início as atividades em Saúde Mental da AESC em Porto Alegre: Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD II) Vila Nova e CAPS AD II IAPI, e Unidade São Rafael, para mulheres (atualmente no Hospital Santa Ana).

2017

Criação do Centro de Serviços Compartilhados (CSC), nas cidades de Porto Alegre e de Caxias do Sul, para as atividades administrativas às unidades de negócio da mantenedora.

2018

Inauguração do Hospital Santa Ana, em Porto Alegre

2019

Inauguração do CAPS AD IV Centro Céu Aberto, pioneiro no Brasil. Reinauguração das outras três unidades dos CAPS AD III: Partenon – Lomba do Pinheiro; Sul – Centro Sul; e Navegantes, Humaitá, Noroeste e Ilhas.

Apresentação da nova marca AESC e das unidades e serviços de Saúde Complementar.

2020

Todas as operações do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) se concentram em Porto Alegre. Permanece, em Caxias do Sul, um escritório executivo e a Administração da mantenedora.
Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas celebra jubileu de 125 anos de fundação.

2021

Criado o Legame – Teleatendimento em Saúde Mental.

Abertura do Mãe de Deus Unidade Capão da Canoa.

2022

AESC completa 60 anos.

Ano Scalabriniano celebra os 25 da beatificação do Fundador.

Vaticano anuncia que João Batista Scalabrini será proclamado santo.

AESC COMPLETA 60 ANOS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO E ACOLHIDA AOS MIGRANTES

Por Irmã Lucia Boniatti
Presidente da Associação Educadora São Carlos (AESC)

Acolher, cuidar da saúde, educar. Esta missão acompanha a Associação Educadora São Carlos (AESC) desde sua criação em 1962, em Caxias do Sul – à época, chamada Sociedade Educadora e Beneficente do Sul. Desde então, a população gaúcha viu serem concretizados importantes projetos em saúde, educação e responsabilidade social.

O ano é, portanto, de celebração dos 60 anos de uma importante jornada, que teve a semente de sua missão lançada no Brasil há mais de século, em 1895, com a chegada das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas ao país. No Estado, isso se deu em 1915, primeiro em municípios da Serra, onde a demanda por cuidado, educação e evangelização das famílias migrantes italianas e seus filhos, muitos deles órfãos, era maior.

Mas a presença das Irmãs cresceu e se expandiu para outras regiões. Surgiu então a possibilidade da criação da AESC como personalidade jurídica no Estado, trazendo para o RS um vínculo que era com a sede geral, em São Paulo.

Dentro desse percurso e no campo da saúde, o Hospital Mãe de Deus foi a primeira grande obra entregue à sociedade. Hoje, a AESC mantém também na Capital o Hospital Santa Ana e quatro Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). No litoral, os hospitais Santa Luzia, em Capão da Canoa, e Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres.

Além disso, três colégios fazem parte da rede Educação Scalabriniana Integrada: São Carlos, em Caxias do Sul; Nossa Senhora de Lourdes, em Farroupilha; e São Carlos, em Santa Vitória do Palmar.

A atenção ao migrante, causa originária da Congregação, segue guiando as Irmãs. Seus valores permeiam a atuação de mais de 4 mil profissionais nestes estabelecimentos, bem como no Centro de Atendimento ao Migrante (CAM), referência nacional pela acolhida e integração de pessoas que vêm de dezenas de países a Caxias do Sul em busca de uma nova vida no Brasil.

Para a AESC, seu 60º aniversário não é o único motivo de celebração neste ano, pois em 2022 também é comemorado o 25º aniversário de beatificação de Dom João Batista Scalabrini. O fundador da Congregação, originada na Itália, no século 19, foi reconhecido pelo Papa João Paulo II como “Pai dos Migrantes”. A comemoração se tornou mais especial desde o último dia 21 de maio, quando o Vaticano anunciou que Scalabrini será proclamado santo.

Em tempos de conflitos internacionais e desafios sanitários como a pandemia, é importante lembrarmos que acolher o outro, na figura de um migrante, é uma causa sempre atual.

ANO SCALABRINIANO 2021-2022

No dia 25 de outubro de 1895, houve a fundação, na Itália, da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas. Padre José Marchetti e Madre Assunta Marchetti foram os cofundadores. A inspiração veio do carisma do João Batista Scalabrini, bispo de Piacenza, que se comoveu com as condições precárias nas quais viviam famílias italianas que, no final do século 19, migravam para a América do Sul em busca de uma nova esperança.

Falecido em 1905, ele deixou um legado de acolhimento ao migrante, que hoje está presente em 26 países. Entre essas obras, estão as unidades de Saúde, Educação e Responsabilidade Social mantidas pela Associação Educadora São Carlos (AESC).

No ano de 1997, Scalabrini foi reconhecido como Pai dos Migrantes, pelo Papa João Paulo II, que o beatificou. Para marcar a data, foi criado o “Ano Scalabriniano”.

Em 21 de maio de 2022, o Vaticano anunciou que João Batista Scalabrini será proclamado santo, em reconhecimento da Igreja pela sua obra, pioneirismo e referência em causas que mobilizam amplamente a sociedade mundial: a migração e o refúgio.

ANO SCALABRINIANO 2021-2022

Em 7 de novembro de 2021, teve início o Ano Scalabriniano, que terá sua conclusão no dia 9 de novembro de 2022, dia do 25º aniversário da beatificação de João Batista Scalabrini.
As famílias scalabrinianas (padres, irmãs, missionárias seculares e leigos) no mundo inteiro rezam, celebram e divulgam o carisma tão atual nascido na Igreja através do testemunho do bispo de Piacenza, Pai e Apóstolo dos Migrantes. O Ano Scalabriniano tem como tema “Fazer do mundo a Pátria da Humanidade”, para encorajar o acolhimento daqueles em situação de mobilidade humana.

Há 25 anos, a Beatificação
Em 9 de novembro de 1997, o papa São João Paulo II proclamou beato João Batista Scalabrini. Na ocasião, o santo padre destacou em sua homilia que Scalabrini fora atraído por Deus e de modo extraordinário devoto da Eucaristia e que se fez tudo para todos, em benefício dos mais necessitados. E acrescentou: devido ao seu amor para com os pobres, e em particular para com os emigrantes, fez se apóstolo dos numerosos concidadãos obrigados a emigrar, com frequência em condições difíceis e com o perigo concreto de perder a fé: foi para eles pai e guia segura.

BIOGRAFIA

João Batista Scalabrini nasceu em Fino Mornasco, uma vila da província de Como, ao norte da Itália, no dia 8 de julho de 1839. O terceiro de oito filhos, após a escola primária, entrou no seminário da diocese de Como e foi ordenado sacerdote em 1863. Ele expressou o desejo de entrar e participar do Pontifício Instituto para Missões Estrangeiras (PIME), mas o bispo o orientou a se tornar professor e depois reitor do seminário menor.

Em 1870 foi nomeado pároco de São Bartolomeu, uma paróquia na periferia industrial de Como, onde sensibilizou-se pela situação dos trabalhadores têxteis, dos desempregados e das pessoas com deficiência. Fez 11 palestras sobre o Concílio Vaticano I, muito reconhecidas por Dom Bosco, e em 1876, quando tinha apenas 36 anos, Pio IX o nomeou bispo de Piacenza. 

Como bispo, escolheu São Carlos como seu modelo, cuja dedicação pastoral e capacidade de reforma pastoral ele imitou, Scalabrini se destacou por diversas ações. Muito sensibilizado pelo êxodo da migração forçada no final do século 19, ele estudou as causas, realizou inúmeras conferências para solicitar a intervenção do governo e da sociedade civil, e trabalhou para a reforma da legislação.

Para os migrantes ele fundou a Congregação dos Missionários de São Carlos (1887), das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (1895) e uma associação leiga, a Sociedade de São Rafael (1889), ativa nos portos de embarque e desembarque. Finalmente, ele recomendou ao Papa a criação de uma secretaria, Comissão central da Santa Sé para o cuidado de todos os migrantes.

Saiba mais sobre a biografia de São joão Batista Scalabrini: aqui.

Conheça a história da Congregação, seus cofundadores, a missão e a presença no mundo:

 

https://scalabrinianas.org.br/

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