Na AESC, a área de Gente e Desenvolvimento tem com pilares a autonomia, o protagonismo e o aprendizado. Esses norteadores ganham força quando profissionais da instituição conseguem vivenciá-los e compartilhá-los em seu cotidiano. Gerente administrativa no Hospital Santa Luzia desde 2016, Aline Sassi, 39 anos, mãe de João Inácio, 8, e de Isabela, 2, apresenta cada um desses elementos em sua trajetória na unidade de saúde que é referência para Capão da Canoa e toda sua microrregião. “Quando vejo tantas pessoas chegando ao litoral, sinto-me responsável de alguma forma pela vida de cada uma delas”, afirma.

Natural de Lajeado, chegou à mais badalada das praias gaúchas ainda adolescente, na companhia dos pais e de um dos irmãos. Após trabalhar por um tempo como secretária no consultório da irmã, a otorrinolaringologista Adriana Sassi, e no comércio de Capão, iniciou o curso de Administração na Unisinos, no qual graduou-se em 2007, com especialização em Administração Hospitalar.  “Acredito que me direcionei para a área da saúde por influência dela”, revela. Nessa entrevista, Aline conta como foi sua evolução, desde estagiária voluntária até o principal cargo do Hospital.

Aline Sassi, gerente administrativa do Hospital Santa Luzia / Foto: Brun Filmes /Emmanuel Denaui

Como teve início sua jornada no Hospital Santa Luzia?

Em iniciei o curso Administração em 2001.  Senti necessidade, desde o primeiro semestre, de procurar algo na área. Naquele ano, me apresentei no Hospital para um estágio voluntário, atividade que existe ainda hoje, e comecei no Setor de Internação. Fui estagiária na Recepção da Internação. Adorava, e adoro até hoje, cuidar de papéis. Eu organizava prontuários, colocava tudo em ordem. Era fantástico. Depois, saí, fiz estágio curricular por seis meses no Posto de Saúde Murialdo, em Porto Alegre, para ter experiência em saúde pública. Na volta, deixei meu currículo novamente no RH do Santa Luzia e surgiu uma oportunidade de estágio remunerado. Era tudo que eu precisava, pois poderia manter a faculdade e trabalhar na área de formação.

Qual foi sua evolução, cargo a cargo?

Na Recepção, atendia ao público, presencialmente e por telefone. Depois, abriu uma vaga de estágio no Faturamento. Na sequência, fui promovida a auxiliar de faturamento e, mais adiante, atuei como auxiliar financeiro, na área de Contas a Receber. Também participei do Projeto Piloto de implantação do MV 2000 (Sistema de Gestão). Nessa época, surgiu a oportunidade de eu me tornar assistente financeira, e eu estava no fim da faculdade. Participei da seleção e fui promovida.

“Acredito que é muito importante gostar do que se faz, ter uma família e aprender constantemente com o que errou. Faço essa reflexão diariamente.”

Com a formação superior houve novos desafios?

Sim. Habilitei-me à liderança do Faturamento, participei do processo seletivo e passei. Depois, assumi a vaga de facilitadora. Era uma função multi, para dar apoio em todas as áreas, em todos os sentidos, seja em treinamentos, RH etc. Foi um projeto piloto, não teve muito tempo de duração, mas aprendi muito.  Depois disso, houve uma vaga de assistente de corpo clínico, para cuidar das escalas dos médicos. Sempre tive muita facilidade na relação com os médicos, justamente pela experiência prévia com minha irmã. É complexo trabalhar com inúmeros profissionais que têm performances diferentes. Fiquei alguns anos ali. Depois, a chefia do Faturamento saiu e voltei para o setor. Como eu tinha experiência, assumi as duas áreas.

Quando surgiu a oportunidade de ascender à gerência administrativa?

Quando eu estava no Faturamento, minha última atividade operacional, foi aberta a vaga de supervisora administrativa à qual eu me candidatei, em 2009, e fui promovida. Em 2011, participei da seleção para gerente administrativa. Recebi o feedback de que não estava preparada. Concordei. Cuidava sempre de pedacinhos, mas não do todo. Anos depois, a vaga foi aberta novamente e, dessa vez, fui promovida ao cargo de gerente administrativa, no qual estou desde 2016.

“Tudo que aconteceu de marcante na minha vida está relacionado ao Hospital e à AESC. Sou uma pessoa realizada”

Nesse intervalo, entre a primeira e a segunda seleção, você fez algo para se qualificar?

Fiz pós-graduação em Gestão de Saúde, na Unisinos, mais alguns cursos e um coaching, no qual aprendi a cuidar de mim, conhecer minhas fraquezas e pontos fortes. Essa experiência ajudou a compreender que a promoção dependia só de mim. Precisava melhorar meu currículo.

Como você avalia esse período de construção da carreira profissional na AESC?

Construí muitas relações até chegar onde estou. Participei da implantação do Sistema MV em duas versões. Quando tu participas de uma virada de sistema, isso representa muito para o currículo. Permite conhecer o processo do início ao fim. Ninguém irá te tirar isso. Em meu Trabalho de Conclusão de Curso, que fiz sobre o Hospital Santa Luzia, abordando o custo de cesarianas e partos, redigi algo que permanece até hoje, pois não mudei nessa essência: gostar do que se faz, ter uma família e aprender constantemente com o que errou. Faço essa reflexão diariamente. No que posso ser melhor amanhã? Isso é de família. Meu pai, meu grande mestre, disse que não podemos perder a humildade. Claro que hoje tenho outra postura e responsabilidades, mas continuo sendo eu. Tento não perder essa raiz.

Você também formou sua família ao longo desse tempo…

Tudo que aconteceu de marcante na minha vida está relacionado ao Hospital e à AESC. Minha mãe faleceu aqui (no Santa Luzia). Meu pai faleceu no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres. Casei-me enquanto estava trabalhando aqui. Tive meus dois filhos aqui. A vida talvez tenha me tirado muito, mas também meu deu muitas coisas boas. Sou uma pessoa realizada.

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