Em 2020, os profissionais da saúde têm vivenciado o grande desafio de enfrentar o novo coronavírus e construir novos aprendizados a partir de uma pandemia que alcançou toda a população mundial. Para reduzir os riscos no atendimento aos pacientes e garantir a melhoria permanente na assistência, o Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa, um dos quatro mantidos pela Associação Educadora São Carlos (AESC), conta com uma área com profissional dedicada à Segurança do Paciente, além de uma equipe de Controle de Infecção Hospitalar. Mas o que significa o termo Segurança do Paciente, que recebeu um dia internacional, 17 de setembro, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)? Para compreender melhor, a enfermeira Renata Christóvão explica em detalhes.

Enfermeira Renata Christóvão atua com a Segurança do Paciente e no Controle de Infecção Hospitalar, no Hospital Santa Luzia / Foto: Arquivo Pessoal

Conforme a OMS, Segurança do Paciente é a redução do risco de danos desnecessários associados à assistência em saúde até um mínimo aceitável, ou seja, é a redução de atos inseguros nos processos assistenciais e o uso das melhores práticas descritas de forma a alcançar os melhores resultados possíveis para o paciente. Para facilitar a compreensão e a divulgação, foram criadas seis metas internacionais de segurança do paciente, que são seguidas pelas equipes do Hospital Santa Luzia:

  1. Identificar corretamente o paciente.
  2. Melhorar a comunicação entre profissionais da saúde.
  3. Melhorar a segurança na prescrição no uso e na administração de medicamentos.
  4. Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos.
  5. Higienizar as mãos para evitar infecções.
  6. Reduzir o risco de quedas e úlceras por pressão.

 

Segurança do paciente no contexto da infecção pelo Covid-19

Quando se pensa em Segurança do Paciente no contexto da Covid-19, logo as pessoas lembram da qualidade da assistência prestada ao paciente infectado. De acordo com a enfermeira Renata Christóvão, também é necessário olhar para o paciente que não está com Covid-19 e precisa frequentar o ambiente hospitalar. “Precisamos lembrar daquele paciente que tinha uma cirurgia eletiva que foi desmarcada, que precisa manter as consultas médicas e não mantém por medo do vírus, ou que adiou um exame de imagem. Neste contexto, a prevenção e promoção da saúde podem sofrer problemas, pois o medo da infecção pela Covid-19 pode dificultar o tratamento e diagnóstico de outras doenças”. A profissional recomenda que os cuidados com a saúde permaneçam.

Segurança do profissional da saúde

O ano de 2020, afetado pela disseminação do novo coronavírus, enfatizou a importância de os países terem equipes de saúde fortalecidas, bem estruturadas, saudáveis e atuantes. “Ao analisar o que significou este ano para os profissionais da saúde acredito que é importante olhar desde o início, quando a pandemia ainda era algo novo e havia poucos documentos e informativos referente à Covid-19. Quando todas as pessoas tinham medo do desconhecido e restringiram ao máximo suas ações fora de suas casas, os profissionais da saúde enfrentaram a pandemia”, destaca Renata. Por isso, ela ressalta a necessidade do olhar cuidadoso para quem ainda está na linha de frente nos hospitais.

A principal ação do Hospital Santa Luzia (HSL) frente à segurança dos profissionais da saúde, desde o início da pandemia, foi a realização de treinamentos periódicos das equipes, abrangendo temas como: infecção por Covid-19, sintomas, tratamento, diagnóstico clínico e laboratorial, uso e descarte corretos de equipamentos de proteção individual e higiene de mãos.

Desafios como enfermeira na Segurança do Paciente durante a pandemia

“Na minha carreira profissional este foi o ano de maiores desafios. Além de estar no papel de profissional da saúde, estive também no papel de familiar. O primeiro desafio foi me manter atualizada com a enorme quantidade de artigos que eram publicados diariamente, e diversas atualizações das notas do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e OMS. O segundo, foi ministrar os treinamentos para todas as equipes diversas vezes conforme as atualizações, e lidar com questões emocionais dos colegas”, destaca a enfermeira. Todas essas experiências contribuíram para o fortalecimento profissional de Renata e dos colegas, buscando oferecer sempre um atendimento seguro e com tranquilidade para todos os pacientes que buscam o Hospital Santa Luzia.

“Quando todas as pessoas tinham medo do desconhecido e restringiram ao máximo suas ações fora de casa, os profissionais da saúde enfrentaram a pandemia”

Enfermeira Renata Christóvão

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